A Fitch Ratings alertou que a alta do petróleo e a queda das bolsas de valores podem impactar negativamente a economia global, com uma possível redução de 0,8% no PIB mundial até o fim do primeiro semestre de 2026.
Segundo a agência, o encarecimento do petróleo afetaria mais fortemente o crescimento de países como Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos. A queda dos mercados acionários teria um impacto maior em Canadá, Coreia e Estados Unidos. No caso americano, a perda de riqueza devido à desvalorização das ações explicaria cerca de metade da redução do PIB.
No relatório de perspectivas econômicas globais (GEO) de março, a Fitch projeta um crescimento de 2,2% nos Estados Unidos, 4,3% na China e 1,3% na zona do euro em 2026, com uma expansão global de 2,6%. No cenário adverso, os Estados Unidos cresceriam apenas 1,5%, a China ficaria abaixo de 4% e a zona do euro abaixo de 1%.
A Fitch ressalta que o impacto mais significativo seria observado após quatro trimestres. No último trimestre de 2026, o crescimento anual dos Estados Unidos seria de 0,6%, comparado a 1,8% no cenário base. Na zona do euro, o crescimento também seria de 0,6%, em contraste com 1,5%, enquanto o crescimento global cairia para 1,7%, de 2,5%.
A inflação nas economias do grupo ‘Fitch 20’ ficaria, em média, 1,3 ponto porcentual mais alta nesse cenário, com aumentos superiores a 2 pontos em países como Índia, Polônia e Turquia. A Fitch observa que não considerou eventuais medidas dos governos para conter os preços de energia.
Apesar da pressão inflacionária, a agência acredita que os bancos centrais dos Estados Unidos, Europa e Reino Unido não adotariam um aperto significativo na política monetária, em um contexto diferente do choque energético de 2022.

