O PL decidiu apoiar Sergio Moro na disputa pelo governo do Paraná após tentar atrair o governador Ratinho Jr. para a vaga de vice em sua chapa presidencial.
Aliados de Ratinho interpretaram a decisão como uma reação à recusa do governador. ‘Foram para o Moro por birra. Já decidiram resolver. Faltou diálogo’, afirmou um aliado do governador.
O episódio se intensificou após uma reunião entre o senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, e Ratinho Jr. Durante o encontro, o governador apresentou o cenário do PSD, que planeja lançar uma candidatura própria à presidência, com Ronaldo Caiado e Eduardo Leite como alternativas.
Segundo um interlocutor, a abordagem de Marinho não foi bem recebida. ‘Rogério Marinho já chegou de salto alto com Ratinho, e ele só explicou a situação do PSD’, disse.
Aliados de Ratinho ressaltam que sua aprovação é uma das mais altas do país e que sua capacidade de transferência de votos é significativa no estado. Eles não descartam a possibilidade de neutralidade em um eventual segundo turno presidencial.
Ao anunciar o apoio a Moro, Flávio Bolsonaro justificou a decisão com base na posição do PSD. ‘O Ratinho é um grande quadro, inegavelmente, com uma boa avaliação, mas cada partido tem direito de lançar seus pré-candidatos. A informação que nós temos é que ele será o candidato pelo PSD, portanto, temos que tomar decisões a partir do posicionamento dele. Vamos tocar a vida lá no Paraná. Conversamos com o Sergio Moro e ficou resolvido que ele concorrerá ao governo com o nosso apoio e pelo PL’, declarou em um evento.

