O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à presidência da República, enfrenta descontentamento da ala mais radical do bolsonarismo após votar a favor do projeto que equipara a misoginia ao crime de racismo.
O texto avançou no Senado e agora segue para apreciação da Câmara dos Deputados. Parlamentares de oposição, alinhados a Flávio, prometem trabalhar contra a matéria que torna a prática do ódio contra as mulheres um crime inafiançável e imprescritível.
Embora possam dificultar a tramitação do texto na Câmara, os parlamentares expressam seu descontentamento com a posição de Flávio. A avaliação é que o voto do primogênito de Jair Bolsonaro não reflete as opiniões do eleitorado que pretende apoiá-lo nas eleições de outubro, onde deve enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Apesar das críticas, há um reconhecimento de que a posição moderada de Flávio pode ser uma estratégia para atrair eleitores conservadores que não se identificam plenamente com o bolsonarismo. No entanto, a irritação com seu apoio a uma proposição vista como da esquerda permanece.


