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Flávio Bolsonaro afirma que doação à campanha de Jair ocorreu sem vínculos

Amanda Rocha
Última atualização: 24 de março de 2026 18:16
Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou em entrevista que a doação feita à campanha eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ligada a Fabiano Zettel, cunhado do empresário Daniel Vorcaro, ocorreu ‘sem nenhuma vinculação, sem nenhuma contrapartida, sem nenhum contato pessoal, inclusive’. A afirmação foi feita durante o programa CNN 360º, ao ser questionado sobre as repercussões do caso envolvendo o Banco Master.

Segundo o senador, há uma tentativa de criar uma ‘narrativa falsa’ para associar Jair Bolsonaro e a direita ao caso do Banco Master. ‘Não tem absolutamente nada a ver. Várias pessoas fazem doações para a campanha’, defendeu Flávio Bolsonaro, ressaltando que a equipe de compliance apenas verificava se os doadores não tinham antecedentes criminais ou algo que pudesse trazer consequências eleitorais negativas.

Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro também criticou o governo atual, mencionando reuniões que, segundo ele, não foram inicialmente públicas. ‘O que nós temos visto, na verdade, são as agendas que foram feitas com Lula, que não foram públicas, vieram a público apenas depois, por várias oportunidades, inclusive com a presença do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo’, afirmou.

O senador revelou que fez um aditamento a uma CPI que assinou, solicitando a ampliação do escopo da Comissão Parlamentar de Inquérito do Banco Master para convocar Gabriel Galípolo, Fernando Haddad, Augusto Lima e Rui Costa. O objetivo, segundo ele, é esclarecer os fatos relacionados ao caso. ‘Essa conta do Banco Master está longe de chegar perto da direita’, declarou o senador, que se mostrou favorável a investigações sobre o caso.

‘A gente defende isso. Assina a CPI, assina o impeachment de ministro, assina qualquer coisa que precise ser investigada para que as coisas se esclareçam’, afirmou, concluindo que ‘aqueles que são culpados que respondam pelos seus crimes’.

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