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Gleisi Hoffmann confirma saída da Secretaria de Relações Institucionais para concorrer ao Senado

Amanda Rocha
Última atualização: 4 de março de 2026 14:53
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.
Gleisi Hoffmann confirma saída da Secretaria de Relações Institucionais para concorrer ao Senado

A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI/PR), Gleisi Hoffmann, confirmou nesta quarta-feira (4) que deixará o cargo em 31 de março para concorrer a uma vaga no Senado Federal, conforme o calendário eleitoral. Olavo Noleto, secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), conhecido como Conselhão, assumirá a titularidade da Secretaria.

Os dois participaram, na manhã desta quarta-feira (4), do seminário Brasil pela Vida das Meninas e Mulheres, organizado pelo Conselhão, em Brasília. O evento reafirmou o enfrentamento ao feminicídio como prioridade nacional e compromisso de Estado.

Durante o seminário, realizado no Palácio do Planalto, a ministra destacou que 13% dos feminicídios no país são de vítimas que possuíam medidas protetivas quando foram mortas. Gleisi Hoffmann chamou os integrantes do Conselhão a debater a necessidade de efetividade imediata dessas medidas.

A ministra questionou a persistência de desigualdades socioeconômicas entre mulheres e homens, apesar do avanço das mulheres em espaços de poder. “É um problema cultural da nossa sociedade, que vem da educação”, afirmou. “Não tem 100 anos que as mulheres entraram no mundo público e da iniciativa privada e que saíram das suas casas para trabalhar. O voto começou na década de 1930, com grande resistência”, acrescentou.

Gleisi Hoffmann explicou que, culturalmente, a mulher sempre foi considerada uma extensão da propriedade privada do marido. “O Código Civil dizia isso até pouco tempo atrás. A mulher tinha que pedir permissão para tudo: para sair, para estudar, para fazer outras coisas. O papel dela era ficar em casa cuidando”, recordou.

O seminário Brasil pela Vida das Meninas e Mulheres do Conselhão reúne representantes de instituições públicas, do setor privado e da sociedade civil. Entre os presentes, estava Maria Penha Maia Fernandes, ativista brasileira que deu nome à Lei Maria da Penha (nº 11.340/2006).

Em caso de violência contra a mulher, ligue gratuitamente para o 180, a Central de Atendimento à Mulher, que oferece orientação, acolhimento e encaminhamento de denúncias. O serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive nos feriados e também pode ser usado pelo WhatsApp, no número (61) 99610-0180. Em casos de emergência, acione a Polícia Militar do estado, por meio do telefone 190.

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