O governo dos Estados Unidos, sob a liderança do presidente Donald Trump, estimou que os primeiros seis dias da guerra contra o Irã custaram pelo menos US$ 11,3 bilhões. A informação foi divulgada durante uma reunião com o Congresso na terça-feira (10) e confirmada por uma fonte familiarizada com o assunto nesta quarta-feira (11).
Esse valor não representa o custo total da guerra, mas foi apresentado aos parlamentares que buscam mais informações sobre o conflito. Assessores do Congresso esperam que a Casa Branca solicite verbas adicionais para a guerra, com estimativas que variam entre US$ 50 bilhões e valores que alguns consideram ainda baixos.
Trump, em um discurso no Kentucky, afirmou que “nós vencemos” a guerra, mas que os Estados Unidos continuarão a lutar para concluir o trabalho. O conflito teve início em 28 de fevereiro, com ataques aéreos dos EUA e de Israel, resultando na morte de cerca de 2 mil pessoas, a maioria iranianos e libaneses.
Durante os dois primeiros dias de ataques, foram utilizados US$ 5,6 bilhões em munições. Membros do Congresso expressaram preocupação com o esgotamento dos estoques militares dos EUA, em um momento em que a indústria de defesa já enfrentava dificuldades para atender à demanda.
O conflito se intensificou após a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em um ataque coordenado. Desde então, o regime iraniano retaliou com ataques a diversos países da região, enquanto os EUA alegam ter destruído dezenas de navios e alvos militares iranianos.
Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, de acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em decorrência dos ataques iranianos.
No Líbano, o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou Israel em retaliação à morte de Khamenei, levando Israel a realizar ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah. Centenas de pessoas morreram no Líbano desde então.
Após a morte de Khamenei, um novo líder supremo foi eleito: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas afirmam que ele representa continuidade da repressão. Trump expressou descontentamento com essa escolha, considerando-a um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

