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Governo Lula estuda medidas para conter alta de combustíveis e alimentos

Amanda Rocha
Última atualização: 13 de março de 2026 17:00
Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o governo está preparando medidas para evitar que a escalada da guerra envolvendo o Irã pressione o preço dos combustíveis e provoque aumento no custo dos alimentos no Brasil.

Durante declaração no programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, Lula afirmou que o governo estuda mecanismos tributários e acordos com estados para impedir que a crise internacional se traduza em inflação doméstica.

Segundo o presidente, a intenção é evitar que o impacto da alta do petróleo chegue ao bolso de motoristas, caminhoneiros e consumidores. Ele mencionou que o governo está desenvolvendo uma “engenharia econômica” para neutralizar os efeitos da guerra sobre o preço dos combustíveis.

A proposta envolve ajustes tributários e mecanismos de compensação para evitar repasses imediatos da alta internacional do petróleo ao consumidor brasileiro. Lula destacou que a medida busca impedir que o aumento no custo do combustível pressione toda a cadeia de preços da economia.

O presidente também abordou o risco do encarecimento do diesel afetar diretamente o transporte de mercadorias, o que poderia aumentar o custo do frete e impactar produtos básicos consumidos pela população. Ele afirmou que o objetivo do governo é evitar que a crise internacional chegue “ao prato de feijão” do brasileiro.

Lula citou a possibilidade de colaboração dos governos estaduais, especialmente por meio de eventuais reduções no ICMS sobre combustíveis. Cada estado poderia contribuir dentro de suas possibilidades para amenizar o impacto da alta do petróleo, dependendo da disposição dos governadores em aderir ao esforço de contenção de preços.

Analistas políticos apontam que a alta de preços em um ano eleitoral pode afetar diretamente a popularidade do governo, especialmente entre a população de renda mais baixa, um segmento central do eleitorado. Por isso, conter o impacto econômico da guerra no Oriente Médio tornou-se prioridade para o Planalto.

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