A equipe econômica apresentou uma nova proposta aos estados para conter a alta do diesel. O anúncio foi feito nesta terça-feira (24) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, após resistência dos governadores em zerar o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação do combustível.
A alternativa prevê uma subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado, dividida entre a União e os estados. Pelo modelo sugerido, R$ 0,60 seriam pagos pelo governo federal e R$ 0,60 ficariam a cargo dos estados.
““Essa linha dá uma resposta mais rápida às consequências da guerra, o efeito é mais célere, e não exige uma renúncia fiscal de ICMS, podemos ter essa contraproposta, por meio de subvenções, com efeitos mais rápidos”, disse Durigan a jornalistas.”
A proposta tem caráter emergencial e deve valer até 31 de maio. O impacto fiscal total estimado é de R$ 3 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão por mês. Na semana passada, a pasta havia informado que o gasto seria de R$ 3 bilhões mensais, totalizando R$ 6 bilhões, mas corrigiu a informação nesta terça.
O governo espera uma resposta dos estados até sexta-feira (27), durante reunião do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), em São Paulo. Segundo Durigan, os ganhos de receitas dos estados produtores de petróleo com a alta do combustível ajudarão a compensar o impacto da subvenção.
““Tudo que já foi anunciado pelo governo federal está valendo, segue igual. O que estamos fazendo é outra frente agora, para que não seja necessária apenas a renúncia fiscal pelos estados. Aliás, existem estados que vão ganhar mais na arrecadação com esse aumento nos preços do petróleo, o que acaba compensando”, afirmou o ministro.”
A nova proposta surge após governadores rejeitarem a ideia inicial de zerar o ICMS sobre o diesel importado. O subsídio permitiria uma resposta mais rápida aos efeitos da alta do petróleo, buscando reduzir o impacto no preço final sem exigir renúncia direta de arrecadação por parte dos estados.
A nova ajuda se soma a outra medida já anunciada pelo governo no último dia 12: o subsídio de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores, que deve ser repassado ao consumidor final no preço do combustível.
O governo avalia que a alta recente do diesel está ligada ao aumento do preço do petróleo no mercado internacional, influenciado por tensões no Oriente Médio. Outras medidas seguem em análise, incluindo possível redução de tributos sobre o biodiesel, a depender da evolução do cenário internacional.


