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Governo de SP reformula unidade de integridade após escândalo de corrupção

Amanda Rocha
Última atualização: 17 de março de 2026 08:31
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O Governo de São Paulo, por meio da SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo), reformulou a UGI (Unidade de Gestão de Integridade) após a descoberta de corrupção nos departamentos da PCESP (Polícia Civil do Estado de São Paulo). A medida foi publicada no Diário Oficial na segunda-feira (16).

A nova composição da unidade integra membros de três instituições policiais: civil, militar e técnico-científica. Os integrantes foram escolhidos com base na experiência, capacitação técnica e reputação dentro das corporações.

A delegada Alexandra Comar de Agostini coordena a UGI. Com mais de 30 anos de experiência na Corregedoria da Polícia Civil e na Controladoria-Geral do Estado, ela afirmou que o objetivo da reestruturação é realizar trabalhos preventivos ao mau comportamento dos agentes. “A Corregedoria de cada polícia entra em ação quando o policial já cometeu uma infração ou um crime. Já a Unidade de Gestão de Integridade atua antes disso”, destacou.

A nova composição da UGI é a seguinte: Polícia Civil – Responsável: Alexandra Comar de Agostini (Delegada de polícia); Suplente: João Francisco Crusca (Delegado de polícia); Membro: Antonio Carlos Ortola Jorge (Delegado de polícia); Membro: Marcos Cesar Montebello Fabri (Delegado de polícia). Polícia Militar – Membro: Flávio Martinez (Capitão PM); Membro: Adriana de Morais Zuppo (Capitão PM); Membro: Gustavo Henrique Rocha Bonifácio (Capitão PM). Polícia Técnico-Científica – Membro: Maria Paula de Oliveira Valadares (Perita criminal); Membro: Mara Pires de Lima Derani (Perita criminal).

A medida foi decretada em 10 de março de 2026, em referência a um decreto de 3 de maio de 2023, que estabelece o Programa de Integridade, por meio da UGI, responsável pelo monitoramento da ética e do trabalho do servidor público.

A Operação Baltazar, realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público de São Paulo, cumpriu 25 mandados de busca e apreensão, 11 mandados de prisão e seis mandados de intimação no dia 5, em relação a corrupção e lavagem de dinheiro dentro da Polícia Civil de São Paulo. Até o momento, nove pessoas foram presas, incluindo dois investigadores, um escrivão de polícia e um delegado.

As investigações indicam que a corrupção ocorreu no Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), no DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania) e no 16° Distrito Policial (Vila Clementino). Os criminosos controlavam as unidades das corporações para realizar pagamentos sistemáticos de vantagens indevidas a agentes públicos.

As prisões foram decretadas pelo juiz Paulo Fernando Deroma De Mello, da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital.

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