O Governo de São Paulo, em parceria com o Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP e a Prefeitura de São Paulo, inaugurou nesta quinta-feira (26) o Centro de Ciência para o Desenvolvimento (CCD) Cenas Abertas de Uso de Drogas. O projeto visa estudar o fenômeno que tem afetado o centro da capital paulista por muitos anos.
O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, destacou que “este centro nasce com o propósito de transformar conhecimento em ação”. Ele afirmou que, ao acompanhar os impactos das políticas públicas, será possível identificar o que realmente produz resultados na vida das pessoas e aprimorar as estratégias com base em evidências.
Nos próximos cinco anos, o CCD pretende analisar os impactos das políticas públicas sobre os grupos afetados, utilizando dados acumulados por equipes multidisciplinares e o acompanhamento da trajetória individual dos envolvidos ao longo dos anos.
O objetivo é estruturar esses dados para possibilitar comparações nacionais e internacionais, subsidiando ações que podem ser replicadas em qualquer região do país e do mundo de forma eficiente.
A pesquisa será coordenada pelo cientista político e professor do Instituto de Relações Internacionais da USP, Amâncio Jorge de Oliveira. Ele explicou que a proposta é acompanhar o fenômeno do ponto de vista individual, utilizando microdados e dados agregados. A pesquisa busca sistematizar os impactos e entender como as políticas de saúde, social e de segurança interagem entre si.
O CCD faz parte de um programa maior financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que, em edital divulgado em setembro de 2025, criou 34 centros, sendo 18 deles na USP, para estudar e desenvolver novas ferramentas para enfrentar desafios estratégicos em áreas como cultura, educação, habitação, meio ambiente, saúde e tecnologia.
A ação para esvaziar a cena aberta de uso de drogas, conhecida como “Cracolândia”, no centro de São Paulo, foi realizada de forma integrada pelo Governo e pela Prefeitura no ano passado, com apoio em ações de segurança, saúde, desenvolvimento social, habitação e zeladoria.

