Os servidores municipais de Araras, São Paulo, encerraram a greve de 8 dias na manhã desta quinta-feira, 19 de março de 2026, após aceitarem a proposta da prefeitura.
A paralisação, que começou em 9 de março, afetou serviços essenciais como saúde, educação, transporte e coleta de lixo. A categoria reivindicava 40 itens, com foco em reajuste salarial, aumento do vale-alimentação e melhorias no plano de saúde.
A nova proposta aprovada inclui um reajuste salarial de 5% em março, 1,25% em junho e 1,25% em outubro, totalizando 7,5% de aumento para este ano. O vale-alimentação será reajustado em 42%, passando a R$ 500, e haverá um aumento adicional de 1,25% em 2027 e 2028, além da correção pela inflação.
A prefeitura informou que a nova empresa responsável pelo plano de saúde já está atendendo os servidores desde 16 de março, garantindo a continuidade do atendimento.
Eliana Ferreira Lopes, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Araras (Sindsepa), destacou que os principais pontos de reivindicação incluíam a insatisfação com as mudanças no convênio médico e a necessidade de um aumento real nos salários, já que a proposta inicial da prefeitura era de apenas 4,41% de reajuste.
Durante a greve, a prefeitura notificou a categoria para garantir que 70% do quadro de profissionais estivesse presente nos serviços essenciais, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Guarda Civil Municipal (GCM).
O número de servidores que aderiram à greve foi estimado em cerca de 1,4 mil, impactando significativamente a prestação de serviços na cidade.

