O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta terça-feira (10) que não se tomem decisões precipitadas em razão da alta do preço do petróleo. Ele alertou que essa situação, se não revertida, pode impactar a inflação devido ao aumento nos preços dos combustíveis.
Durante uma coletiva, Haddad foi questionado sobre a possibilidade de que a forte alta no preço do petróleo prejudique a intenção já anunciada do Banco Central de iniciar o processo de corte de juros na próxima semana. Ele fez uma comparação com os primeiros dias do tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump, que foi parcialmente revertido posteriormente.
“”Nós não podemos correr risco de tomar decisões açodadas. Você lembra no caso do tarifaço? No caso do tarifaço, houve um pânico gerado pela extrema direita de que aquilo ia quebrar a economia brasileira que o Brasil finalmente ia se render ao império do norte que ia ter que aceitar as exigências deles em relação ao Bolsonaro. E nada disso aconteceu”, disse Haddad.”
Os preços do petróleo, que ultrapassaram a barreira dos US$ 120 nesta semana, apresentaram queda nesta terça-feira após Trump afirmar que a guerra no Oriente Médio pode terminar em breve. Essa declaração reduziu as preocupações sobre interrupções prolongadas no abastecimento global.
Os contratos futuros do Brent crude oil recuavam US$ 6,28, ou 6,3%, para US$ 92,68 por barril. O petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, caía US$ 6,19, ou 6,5%, para US$ 88,58 por barril.

