Um homem foi encontrado morto dentro de um veículo após um míssil atingir uma comunidade israelense na fronteira com o Líbano. O incidente ocorreu no kibutz de Misgav Am, no norte de Israel, no dia 22 de março de 2026.
Imagens divulgadas pelos serviços de emergência israelenses mostram chamas intensas consumindo dois veículos que bloqueavam uma estrada. Um socorrista da Magen David Adom relatou: “Chegamos ao local e vimos dois veículos em chamas”, acrescentando que o homem foi encontrado no banco do motorista “sem sinais vitais”.
Em outro ataque no mesmo dia, as forças armadas israelenses relataram “um lançamento de míssil do Líbano em direção a uma comunidade na fronteira norte”. A CNN não confirmou se os dois casos estão relacionados.
O conflito na região se intensificou desde o dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os Estados Unidos e Israel resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Desde então, diversas autoridades do regime iraniano também foram mortas e os EUA alegam ter destruído vários alvos militares iranianos.
Em retaliação, o regime iraniano realizou ataques contra países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Jordânia. As autoridades iranianas afirmam que seus alvos são apenas interesses dos Estados Unidos e Israel.
Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em decorrência dos ataques iranianos.
O Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, também atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei, levando Israel a realizar ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.
Após a morte de Ali Khamenei, um novo líder supremo foi eleito: Mojtaba Khamenei, seu filho. Especialistas afirmam que ele representa continuidade da repressão no Irã. Donald Trump criticou essa escolha, chamando-a de “grande erro” e afirmou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

