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Homem vestido de palhaço é denunciado por assédio na Ufal

Amanda Rocha
Última atualização: 13 de março de 2026 12:05
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Na quinta-feira (12), um homem vestido de palhaço entrou em salas de aula da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em Maceió, e foi denunciado por assédio por estudantes de diversos cursos. A Polícia Civil investiga o caso.

Vídeos nas redes sociais mostram o homem, identificado como Paulo Henrique Deptuesqui, de 51 anos, interagindo com alunos e professores. O que parecia ser uma intervenção artística gerou desconforto entre os presentes. Ele não foi preso, mas a polícia informou que ele importunou as pessoas, deu beijos sem permissão e fez comentários de conotação sexual.

Um Boletim de Ocorrência foi registrado e a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) está responsável pelas investigações. Uma estudante de Jornalismo, que preferiu não se identificar, relatou que essa não era a primeira vez que o palhaço aparecia no campus. Ela descreveu que ele entrou na sala sem bater na porta e pediu para fazer uma apresentação sobre meio ambiente, o que deixou os alunos desconfortáveis.

A estudante afirmou:

““Ele ficou perguntando se as mulheres eram solteiras, ficou batendo com um martelinho de plástico na cabeça das pessoas e chegou próximo de um aluno e mandou um beijo.””

Após a saída do homem, a professora trancou a porta da sala.

Outro estudante, de Serviço Social, também preferiu não se identificar e contou que o palhaço apenas abriu a porta de sua sala, olhou e saiu. Segundo ele, a prática se repetiu em várias salas do curso, incomodando os presentes.

A Ufal, em nota, informou que, ao tomar conhecimento do ocorrido, acionou uma equipe de segurança que abordou o suspeito e o conduziu para fora do campus, devido ao incômodo causado aos alunos e à interrupção das atividades acadêmicas. A universidade destacou que o local é um espaço público e aberto, com grande fluxo de pessoas diariamente.

A Ufal também mencionou que conta com apoio das forças de segurança pública do estado e que o Conselho Universitário deve convocar uma reunião para discutir o caso.

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