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Ibovespa inicia semana em queda com tensões entre EUA e Irã

Amanda Rocha
Última atualização: 9 de março de 2026 11:16
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O Ibovespa abriu em queda nesta segunda-feira (09), aos 177.140 pontos, com investidores atentos à reunião dos ministros das Finanças do G7 e à escalada das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã.

Essas tensões pressionam os preços do petróleo e elevam a cautela nos mercados globais. No cenário político doméstico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe nesta manhã, em Brasília, o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, para a abertura do Fórum Empresarial Brasil–África do Sul.

Lula também tem agenda com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Entre as ações, os papéis dos grandes bancos operavam em queda no início do pregão. O Banco do Brasil (BBAS3) liderava as perdas, com recuo de 0,81%, seguido por Bradesco (BBDC4), que caía 0,66%.

Itaú (ITUB4) também registrava baixa de 0,65%, enquanto Santander (SANB11) recuava 0,51%. No setor de varejo, o desempenho era misto. Arezzo (AZZA3) avançava 2,49%, seguida por Americanas (AMER3), com alta de 0,40%, e Petz (AUAU3), que subia 0,32%.

No campo negativo, Vivara (VIVA3) liderava as perdas com queda de 2,70%, seguida por C&A (CEAB3), que recuava 1,69%.

No exterior, os mercados acompanham a intensificação das tensões entre Estados Unidos e Irã, que reacenderam preocupações sobre possíveis impactos no fornecimento global de petróleo. O Oriente Médio concentra algumas das principais rotas de exportação da commodity, e qualquer escalada militar na região tende a gerar volatilidade nos preços da energia e aumentar o risco inflacionário global.

Para Bruno Yamashita, coordenador de Alocação e Inteligência da Avenue, o principal ponto de atenção para o mercado é justamente o efeito do petróleo sobre a inflação.

““O mundo pode conviver com um cenário de estagflação, com inflação ainda persistente em vários países”,”

afirma.

Já Pedro Moreira, sócio da ONE Investimentos, avalia que os investidores começam a considerar a possibilidade de um conflito mais prolongado.

““Começa a se visualizar a questão da oferta global de petróleo como um todo. Alguns países já se movimentam para utilizar reservas estratégicas, e isso ajuda a explicar a alta recente do petróleo, que já acumula cerca de 20%”,”

diz.

No câmbio, o dólar operava a 5,27 reais por volta das 11h20. Em Wall Street, os principais índices também registravam perdas: o Dow Jones caía 1,03%, o S&P 500 recuava 0,88% e o Nasdaq tinha baixa de 0,91%.

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