A Páscoa de 2026 deve atrair 106,8 milhões de brasileiros às lojas, representando 65% da população. O número é um aumento de 4,2 milhões em relação ao ano anterior, indicando que a data continua relevante para o varejo.
O gasto médio por consumidor está estimado em cerca de R$ 253, conforme levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e SPC Brasil. O economista Denis Medina, da Anhembi Morumbi, observa que esse valor é considerável, representando quase 10 a 20% do salário mínimo de R$ 1.600.
Os ovos de Páscoa são os produtos mais procurados, com 56% de preferência entre os consumidores, seguidos pelos bombons, que atraem metade dos compradores. Produtos artesanais também estão ganhando espaço, refletindo uma busca por qualidade e experiência.
Um dado interessante da pesquisa revela que, pela primeira vez, a qualidade (45%) superou o preço (44%) como critério principal de escolha. Apesar disso, 82% dos consumidores afirmam que vão pesquisar preços, e mais da metade acredita que os produtos estão mais caros em comparação ao ano passado.
Em relação ao comportamento de compra, 62% dos consumidores utilizam a internet para pesquisa, mas 95% das compras devem ocorrer em lojas físicas, especialmente supermercados. Além disso, 45% dos consumidores tendem a deixar as compras para a última hora, o que pode causar pressão nos estoques e oscilações de preço.
Entretanto, um dado preocupante é que 38% dos consumidores que planejam comprar estão com contas em atraso, e 75% desse grupo já se encontra negativado. Isso retrata um consumidor que, mesmo com o orçamento apertado, não pretende abrir mão das compras de Páscoa.
O economista Denis Medina alerta que o problema não se resume apenas à renda, mas também ao planejamento financeiro. Ele recomenda que os consumidores analisem seus números e ajustem suas expectativas, sugerindo que, se necessário, optem por versões mais modestas dos produtos.


