Duas crianças morreram queimadas na madrugada de quinta-feira (19) em um incêndio no Residencial Ignêz Andreazza, localizado no bairro de Areias, na Zona Oeste do Recife.
A perícia revelou que os proprietários do apartamento acumulavam eletrodomésticos e eletrônicos. O fogo teria começado próximo à porta do quarto onde estavam as crianças, de 9 e 11 anos, que tentaram escapar pela janela, mas foram impedidas por uma grade.
O perito André Amaral destacou que o local estava repleto de entulho e produtos eletrônicos. Ele afirmou:
“”Muito entulho, você tem que sair por cima derrubando geladeira, televisão. […] Os moradores deveriam denunciar. Não dá para dizer se foi criminoso, mas tem culpa nessa situação”.”
Amaral também alertou sobre o risco de incêndio no local, afirmando:
“”Na situação que estava, não sei como não aconteceu antes. Se não fosse a equipe do Corpo de Bombeiros ali, o prédio viria abaixo”.”
Além das crianças, três adultos, dois homens de 78 e 39 anos e uma mulher de 44 anos, estavam no apartamento e foram levados ao Hospital da Restauração. Eles não apresentavam ferimentos visíveis, mas inalaram fumaça.
O incêndio ocorreu no Bloco 342 do residencial, que foi construído em 1983 e é considerado o maior conjunto residencial da América Latina. A perícia ainda não conseguiu determinar a causa exata do incêndio devido à quantidade de entulhos no local.
O tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, Paulo Roberto, confirmou a presença de muitos materiais eletrônicos no apartamento e relatou que as crianças estavam encurraladas pelas chamas. Ele afirmou:
“”O que foi observado pela equipe que chegou primeiro é que as crianças estavam no quarto, sem condições de sair”.”
A Polícia Civil iniciou investigações sobre o caso, que foi registrado na Central de Plantões da Capital, no bairro de Campo Grande, na Zona Norte do Recife.

