O Ministério da Justiça solicitou, na terça-feira (10), que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) investigue o aumento nos preços dos combustíveis no Distrito Federal. A medida ocorre após os postos anunciarem, na semana passada, que os preços subirão devido à guerra no Oriente Médio.
No último dia 28, um ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irã deflagrou um conflito entre os três países. Na quinta-feira (5), o Sindcombustíveis-DF informou que as distribuidoras aumentaram o preço do diesel em R$ 0,20 por litro e da gasolina em R$ 0,03 por litro. Contudo, a Petrobras não anunciou reajustes.
Na manhã desta quarta-feira (11), uma reportagem percorreu postos de combustíveis em várias regiões do DF. No Eixo W Sul, a gasolina era vendida a R$ 6,55, um aumento em relação ao preço anterior de R$ 6,45. Na SQS 302, o litro da gasolina estava a R$ 6,59, subindo de R$ 6,39. No QL 08 do Lago Sul, o preço era de R$ 6,56, comparado a R$ 6,45 na semana anterior.
A Presidência da República declarou que os impactos do conflito no Brasil são considerados “limitados”. A nota destaca que o país é exportador de petróleo bruto e importa parte dos derivados consumidos internamente, especialmente diesel, mas a participação dos países do Golfo Pérsico nas importações brasileiras é relativamente pequena.
Conforme a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina subiu de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre a última semana de fevereiro e 7 de março. O diesel, por sua vez, passou de R$ 6,03 para R$ 6,08 no mesmo período.
A investigação solicitada pelo Ministério da Justiça também abrange os estados da Bahia, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. A alta no preço do petróleo, que ultrapassou US$ 100 por barril, é uma consequência da intensificação da guerra no Oriente Médio, afetando rotas estratégicas de produção e transporte de petróleo e gás.
Apesar da alta histórica do petróleo, os preços dos combustíveis no Brasil permanecem abaixo do mercado internacional, devido à política da Petrobras que suaviza oscilações externas no curto prazo. O último ajuste da Petrobras para a gasolina ocorreu em janeiro, enquanto o diesel teve seu último reajuste em 6 de maio de 2025, ambos com redução.

