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Investigação sobre Lulinha pode impactar campanha de Lula nas eleições

Amanda Rocha
Última atualização: 6 de março de 2026 06:00
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, receberá em breve documentos relacionados ao caso Master e à investigação sobre fraudes nas aposentadorias do INSS. Ele autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

As implicações desse material ainda são incertas, mas a preocupação entre os governistas é evidente. Lulinha é acusado de ter recebido milhões de reais para facilitar o acesso a gabinetes em Brasília ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, que é apontado como mentor do escândalo que desviou mais de R$ 4 bilhões de aposentadorias. Se as acusações forem confirmadas, o impacto na campanha eleitoral de Lula pode ser significativo.

A CPMI que investiga a fraude das aposentadorias já tentou convocar Lulinha para depor, mas os pedidos foram rejeitados. No entanto, no último dia 26, a comissão aprovou a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Lulinha, após um erro da bancada governista. A sessão foi marcada por confusões e troca de acusações entre os parlamentares.

Os governistas alegam que não há evidências que liguem Lulinha ao escândalo das aposentadorias, embora a Polícia Federal tenha encontrado uma relação próxima entre ele e Camilo Antunes. Lulinha teria sido contratado para ajudar em um projeto no Ministério da Saúde relacionado à venda de medicamentos à base de Cannabis, recebendo R$ 300 mil mensais. A sociedade entre eles foi encerrada em abril de 2025, quando a Polícia Federal prendeu Antunes.

Após as investigações, Lulinha se mudou para Madri, na Espanha, onde trabalha em um escritório de advocacia. Ele não se manifestou publicamente sobre as acusações e aguarda o desenrolar dos fatos.

O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, foi informado sobre a amizade entre Lulinha e o lobista antes da divulgação pública. Inicialmente, o Planalto acreditava que o caso não teria desdobramentos jurídicos significativos. No entanto, a quebra dos sigilos de Lulinha complicou a situação, embora o pacto político ainda não tenha sido rompido.

Recentemente, uma decisão do ministro Flávio Dino, do STF, anulou a quebra dos sigilos da lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, que também foi contratada por Antunes. Dino concordou que a decisão da CPMI carecia de fundamentação.

A corrupção é uma preocupação crescente entre os brasileiros, com 58% acreditando que grandes fraudes serão reveladas nos próximos meses. O advogado de Lulinha afirmou que ele colaborará com a investigação, mas ressalvou que isso não significa aceitar medidas ilegais em um ambiente político marcado por intensa exposição midiática.

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