O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, alertou os líderes europeus sobre as “consequências perigosas” de qualquer intervenção na guerra, em um comunicado sobre uma conversa telefônica com António Costa, presidente do Conselho Europeu.
Pezeshkian criticou a postura “negativa e tendenciosa” da União Europeia em relação à ação militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, afirmando que os ataques violam o direito internacional e os princípios que a Europa defende.
Até o momento, as nações europeias se distanciaram do conflito, recusando-se a participar de ações ofensivas, embora algumas tenham fornecido apoio militar aos países do Golfo.
O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou os europeus por não intensificarem seus esforços na manhã desta terça-feira.
Pezeshkian também afirmou que o Irã iniciou negociações com os Estados Unidos “de boa-fé”, mas foi atacado novamente durante as conversas, o que, segundo ele, demonstra a falta de compromisso genuíno dos EUA com a diplomacia.
Ele alertou que “qualquer intervenção estrangeira adicional” no conflito, “sob qualquer pretexto”, teria consequências perigosas.
Durante a conversa com Pezeshkian, Costa insistiu na “desescalada e na moderação”, afirmando que “deve haver espaço para a diplomacia” e que é necessário abordar as preocupações de segurança mais amplas representadas pelo Irã.


