Um ataque de mísseis do Irã contra uma base militar no Oceano Índico, na noite de sexta-feira (20), acendeu um alerta na Europa. A base de Diego Garcia, compartilhada entre EUA e Reino Unido, está localizada a cerca de 4.000 km do território iraniano.
O ataque foi realizado com dois mísseis balísticos iranianos. Um dos projéteis falhou durante o voo, enquanto o outro foi abatido pela defesa dos EUA. O ataque foi confirmado pela agência de notícias iraniana Mehr e pelo governo britânico.
A Mehr declarou que o ataque à base militar representa um “passo significativo que demonstra que o alcance dos mísseis do Irã vai além do que o inimigo imaginava anteriormente”. Especialistas afirmam que o Irã possui um dos arsenais de mísseis mais poderosos do Oriente Médio, com capacidade para carregar ogivas nucleares.
Embora a base de Diego Garcia não desempenhe um papel central no conflito entre EUA, Israel e Irã, o ataque é considerado incomum, pois a instalação está distante da região de combate. Um ataque em um raio de até 4.000 km poderia atingir cidades europeias como Atenas, Budapeste, Viena, Roma, Berlim, Copenhague, Estocolmo, Oslo, Paris e Londres.
O Reino Unido condenou o ataque, classificando-o como “ameaças iranianas imprudentes”, segundo a secretária de Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper. O governo britânico, no entanto, não acredita que o Irã tenha capacidade para realizar um ataque contra a Europa.
O parlamentar britânico Steve Reed afirmou que não há avaliações que comprovem a possibilidade de um ataque iraniano à Europa. O ataque à base de Diego Garcia também alimentou a retórica de Israel, que considera o regime iraniano uma “ameaça global”.
“”O regime terrorista iraniano representa uma ameaça global. Agora, com mísseis que podem alcançar Londres, Paris ou Berlim”, disse o Exército israelense em comunicado.”
O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, pediu que mais países se unam a EUA e Israel em resposta ao programa de mísseis do Irã.

