Na noite de quarta-feira, 11 de março de 2026, países do Golfo interceptaram novas ondas de drones e mísseis iranianos, com ataques direcionados a instalações petrolíferas e navios-tanque.
Dois navios-tanque estrangeiros foram atacados por drones iranianos em águas territoriais do Iraque, resultando na morte de pelo menos uma pessoa e no resgate de 38. O Irã assumiu a responsabilidade, afirmando que um ataque com drone submarino explodiu os navios-tanque.
O Ministério da Defesa da Arábia Saudita informou que interceptou e destruiu mais de 20 drones na região leste do país, onde estão localizados os campos de petróleo do reino. O Bahrein também relatou que os ataques iranianos tiveram como alvo tanques de combustível em uma instalação na província de Muharraq, no norte do reino.
O Ministério do Interior do Bahrein alertou os moradores de quatro cidades e vilarejos próximos para que permanecessem em suas casas e fechassem as janelas para evitar os efeitos da fumaça e do fogo.
Os Emirados Árabes Unidos informaram que suas defesas aéreas estavam respondendo a “ameaças de mísseis e drones provenientes do Irã”. O gabinete de imprensa do governo de Dubai relatou que um drone caiu sobre um prédio nas proximidades de Creek Harbour, causando um pequeno incêndio que foi controlado.
As forças armadas do Kuwait também afirmaram que suas defesas aéreas estavam respondendo a “ameaças hostis de mísseis e drones”.
O conflito no Oriente Médio se intensificou desde o dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os Estados Unidos e Israel resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Desde então, diversas autoridades do regime iraniano foram mortas e os EUA alegam ter destruído dezenas de navios iranianos, sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime iraniano atacou diversos países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que seus alvos são apenas interesses dos Estados Unidos e Israel.
Desde o início do conflito, mais de 1.200 civis morreram no Irã, de acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei, levando Israel a realizar ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes.
Após a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas afirmam que ele não fará mudanças estruturais e representa a continuidade da repressão. Donald Trump expressou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.


