O Irã rejeitou um plano de 15 pontos para o fim da guerra no Oriente Médio, conforme informou a emissora iraniana Press TV nesta quarta-feira, 25. A proposta foi considerada “excessiva” e não abordou questões centrais para Teerã, como o fim das “agressões e assassinatos”, a criação de mecanismos para evitar novos conflitos, o pagamento de indenizações e reparações, o encerramento concreto do confronto e o “exercício da soberania do Irã sobre o Estreito de Ormuz”.
O plano, elaborado pelos Estados Unidos e entregue pelo Paquistão, foi analisado pelo regime iraniano. Um alto funcionário afirmou que o Irã não aceitará que o presidente dos EUA, Donald Trump, determine as regras:
“”O Irã analisou a proposta e a considera excessiva. Não permitirá que Trump dite o momento do fim da guerra. Teerã continuará se defendendo e encerrará a guerra no momento que escolher, somente se suas próprias condições forem atendidas. A primeira condição para o fim da guerra é o fim dos ataques e assassinatos”.”
Duas autoridades paquistanesas, que conversaram com a Associated Press em condição de anonimato, afirmaram que o plano de 15 pontos inclui o alívio das sanções a Teerã, a cooperação nuclear civil, a redução do programa nuclear iraniano, permissões à fiscalização da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), limites para o arsenal de mísseis do Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz, rota vital por onde passam 20% do petróleo e gás consumidos pelo planeta.
Além disso, três fontes do gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, informaram que o governo de Israel foi notificado sobre a proposta. As autoridades indicaram que o plano incluiria a remoção dos estoques de urânio enriquecido do Irã, a proibição de mais enriquecimento do material capaz de produzir bombas atômicas, a restrição de seu programa de mísseis balísticos e o fim do financiamento para a rede de grupos armados que forma o chamado “eixo da resistência” do Irã no Oriente Médio.

