Rafael, de 3 anos, enfrenta leucemia linfoblástica aguda tipo B e precisou de um transplante de medula óssea. O diagnóstico foi feito em agosto de 2024, quando a família morava em Vilhena (RO). No primeiro exame, nenhum familiar foi considerado compatível. Contudo, uma nova análise revelou que seu irmão mais velho, Márcio Gabriel, de 16 anos, era a melhor chance de salvar sua vida.
A mãe de Rafael, Márcia Fernanda, precisou mudar a rotina familiar para garantir o tratamento do filho. Ela deixou sua loja de roupas sob responsabilidade de uma funcionária, enquanto o pai se dividiu entre o trabalho e o cuidado com a criança. Márcio sempre foi próximo de Rafael, e mesmo durante o tratamento, ele cursou parte do ensino médio em Vilhena.
As primeiras sessões de quimioterapia ocorreram em Cacoal (RO). Inicialmente, os exames mostraram o desaparecimento das células cancerígenas, trazendo alívio à família. Porém, após um ano e meio de tratamento, a doença retornou, o que levou a família a se mudar para Curitiba em busca de novas opções de tratamento.
Antes da mudança, familiares realizaram o exame de HLA para verificar a compatibilidade para doação de medula óssea. Márcia destacou que, inicialmente, nenhum dos familiares era compatível. Contudo, uma nova análise em Curitiba indicou que Márcio era 50% compatível, sendo considerado o candidato mais indicado para o transplante.
O procedimento ocorreu no dia 9 de março de 2026. Pela manhã, Márcio passou pela cirurgia para a coleta da medula, e à tarde, Rafael recebeu a transfusão. Ambos se recuperam bem e a família permanecerá em Curitiba por cerca de 100 dias para acompanhamento médico de Rafael, essencial no pós-transplante.
A família vive um dia de cada vez, na expectativa de que o gesto de amor entre irmãos represente uma nova chance de vida. Márcia expressou sua fé, afirmando: “Nós vivemos dias muito difíceis, de medo, dor e muitas incertezas. Mas em todos eles Deus esteve conosco. Segure na mão d’Ele, mesmo quando tudo parecer difícil. Deus continua sendo Deus e continua fazendo milagres.”
A leucemia linfoblástica aguda (LLA) é um tipo de câncer do sangue que pode surgir em qualquer idade, mas é mais comum em crianças. O tratamento geralmente envolve quimioterapia e, em alguns casos, transplante de medula óssea. O médico hematologista Dr. Wülgner Farias explicou que, apesar dos riscos, a LLA é considerada uma doença grave, mas com boas chances de tratamento, especialmente quando diagnosticada cedo.

