O ataque de Israel às instalações de gás de South Pars, no Irã, ocorreu na quarta-feira (18) e foi coordenado com os Estados Unidos, afirmaram três autoridades israelenses à agência de notícias Reuters nesta quinta-feira (19).
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, declarou em uma publicação nas redes sociais que Washington “não sabia nada sobre esse ataque em particular”, que resultou em uma série de ataques iranianos contra instalações de energia no Golfo.
O Irã anunciou que a guerra no Oriente Médio entrou em uma nova fase e prometeu retaliação após acusar os EUA e Israel de bombardear sua infraestrutura energética. A Guarda Revolucionária do Irã divulgou que a ofensiva é uma resposta direta às ações recentes dos dois países e pode se intensificar caso novos ataques ocorram.
““Alertamos mais uma vez que cometeram um grave erro ao atacar a infraestrutura energética da República Islâmica, e a resposta está em curso”, afirmou um porta-voz da Guarda Revolucionária.”
O porta-voz acrescentou: “Se houver repetição, os ataques subsequentes contra a infraestrutura energética de vocês e de seus aliados não cessarão até a destruição completa.”
Na mesma quarta-feira, o Catar informou que um míssil iraniano causou “danos extensos” na cidade industrial de Ras Laffan, onde está localizado o principal polo de processamento de gás natural liquefeito da QatarEnergy. A Arábia Saudita também anunciou ter interceptado um ataque a uma instalação de gás no leste do país.
O ataque a South Pars, amplamente atribuído à Israel, ocorreu em uma área que é parte da maior reserva de gás natural do mundo, compartilhada com o Catar. A ação representa uma escalada no conflito e provocou um aumento nos preços do petróleo.
A agência iraniana Fars informou que tanques de gás e partes de uma refinaria foram atingidos. Trabalhadores foram retirados do local por questões de segurança, e a mídia estatal afirmou que o incêndio estava sob controle.
O jornal Wall Street Journal relatou que Trump apoiou a ofensiva israelense em Pars, mas não deseja novos ataques a instalações de energia do Irã. Fontes indicaram que o presidente vê a operação como um recado a Teerã e que pode autorizar novos ataques dependendo das ações futuras do Irã.

