Israel está preparado para mais semanas de combates contra o Irã, informou um porta-voz militar nesta terça-feira (31). O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou em entrevista que a guerra já passou da metade do caminho.
O tenente-coronel Nadav Shoshani destacou que a decisão final sobre as operações cabe aos líderes políticos. Ele afirmou: “Estamos prontos para continuar as operações por várias semanas. Temos os alvos, a munição e o pessoal necessários; agora é a liderança que vai decidir.”
O conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irã teve início em 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã. Desde então, diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas, e os EUA alegam ter destruído dezenas de navios, sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares do Irã.
Em retaliação, o regime iraniano lançou ataques contra países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que seus alvos são apenas interesses dos Estados Unidos e Israel.
Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos EUA. A Casa Branca registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em decorrência direta dos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em resposta à morte de Ali Khamenei. Desde então, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.
Após a morte de grande parte da liderança iraniana, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas afirmam que ele não fará mudanças estruturais e representa a continuidade da repressão. Donald Trump criticou essa escolha, chamando-a de um “grande erro” e afirmou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.


