O ex-campeão dos pesos-pesados do UFC, Jon Jones, revelou detalhes sobre uma negociação frustrada com a organização do evento para um possível retorno ao octógono na Casa Branca, marcada para o dia 14 de junho. Em resposta a um fã nas redes sociais, Jones afirmou que chegou a se preparar para a luta, mas recusou a proposta apresentada pelo UFC: 15 milhões de dólares, cerca de R$ 79 milhões.
Segundo ele, o valor ficou abaixo do que considera justo para um combate de grande porte. Jones mencionou que houve conversa direta com o Ultimate, mas sem avanço financeiro. O lutador destacou que flexibilizou sua oferta inicial, mas a organização não aumentou o valor.
A possível volta de Jones ganhou força após o próprio atleta admitir que poderia adiar a aposentadoria, anunciada em junho de 2025, para integrar o card histórico. Nos bastidores, cresceu a expectativa por um eventual confronto contra Alex Pereira, o “Poatan”, que recentemente deixou o cinturão dos meio-pesados.
““Eu estava pronto, disposto e fisicamente apto para entrar. Aceitaria bem menos do que pedi na luta contra Aspinall, mas eles não aumentaram nem um dólar acima de 15 milhões. Senti que essa luta valia mais”, declarou.”
O presidente do UFC, Dana White, já havia afirmado publicamente que Jones não fazia parte dos planos para o evento e negou qualquer negociação em andamento. Em resposta, Jones confirmou as conversas com a organização, revelou estar tratando um problema no quadril e disse que vinha se preparando fisicamente, inclusive com tratamento recente.
Um dia após a divulgação do card completo, Jones pediu a rescisão contratual e criticou a postura da entidade.
““Depois de tudo que entreguei ao UFC, ouvir que ‘acabei’ é decepcionante. Se realmente pensam assim, peço minha liberação”, disparou.”


