O repórter da CBS News, Scott MacFarlane, anunciou na segunda-feira que está se juntando à empresa de mídia MeidasTouch, conhecida por sua postura política de esquerda. MeidasTouch, que foi inicialmente formada como um comitê de ação política para atacar o presidente Donald Trump em 2020, representa uma mudança significativa em relação ao jornalismo tradicional.
A saída de MacFarlane da CBS News gerou reações entre conservadores, que veem essa mudança como um exemplo da suposta parcialidade liberal das organizações de notícias tradicionais. MacFarlane não é o primeiro jornalista a fazer essa transição. David Moran, ex-repórter da ABC News, foi demitido após criticar Trump nas redes sociais e agora se dedica a um trabalho independente, onde critica abertamente o ex-presidente e seus aliados.
Outro exemplo é Katie Couric, ex-co-apresentadora do programa “Today” da NBC e âncora do “CBS Evening News”, que fundou a Katie Couric Media em 2017. Em 2021, Couric enfrentou críticas por sugerir que os apoiadores de Trump precisavam ser “desprogramados” após os eventos de 6 de janeiro. Em 2023, ela afirmou: “Eu me sinto mais liberada” e expressou suas opiniões sobre direitos reprodutivos e controle de armas.
Don Lemon, ex-apresentador da CNN, também se afastou da imagem de âncora imparcial após 17 anos na rede. Em 2023, ele foi demitido após comentários polêmicos sobre a candidata republicana Nikki Haley. Agora, como jornalista independente, Lemon adota uma postura liberal mais explícita.
Jim Acosta, ex-correspondente da Casa Branca da CNN, também se destacou por sua postura crítica em relação a Trump. Ao deixar a CNN em janeiro de 2025, Acosta fez um discurso sobre a importância da verdade no jornalismo. Atualmente, ele apresenta um programa diário no YouTube, onde frequentemente entrevista críticos de Trump.
Esses jornalistas, ao se afastarem das organizações tradicionais, têm adotado posturas mais liberais e se engajado em debates políticos de maneira mais aberta e partidária.

