José Dirceu (PT) anunciou sua candidatura a deputado federal durante uma visita a Campinas, São Paulo, neste sábado, 21 de março de 2026. O ex-ministro da Casa Civil do primeiro mandato do presidente Lula retorna à disputa eleitoral após 24 anos.
Dirceu afirmou que seu objetivo é aumentar a bancada paulista do partido no Congresso e proporcionar apoio a Lula no estado. Ele destacou: “Nosso papel é fazer uma campanha em São Paulo, porque aqui o Lula ganhou a eleição de 2022, quando ele tirou 4 milhões de votos do Bolsonaro. Então nós queremos tirar 5, 6 do Flávio”.
O político, que completou 80 anos na última segunda-feira, 16 de março, também mencionou a importância de o PT disputar o governo de São Paulo, afirmando: “Acho que é muito importante o PT disputar esse governo de São Paulo com uma proposta para enfrentar o Tarcísio para valer”.
Em 2002, Dirceu foi eleito deputado federal, recebendo 556.563 votos, tornando-se o segundo candidato mais votado. Ele deixou a Câmara para assumir a Casa Civil, mas saiu em junho de 2005, em meio ao escândalo do mensalão. Seu mandato foi cassado em dezembro de 2005 e, em 2012, foi condenado pelo mensalão, cumprindo pena. Em 2016, o Supremo Tribunal Federal concedeu perdão de pena ao petista.
Durante a visita, Dirceu também defendeu que o PT apoie um candidato com perfil semelhante ao de Simone Tebet para a segunda vaga no Senado, citando a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede Sustentabilidade), como uma possibilidade. Ele comentou: “Buscar um nome que represente esse amplo, grande eleitorado que nós temos fora da Grande São Paulo”.
Dirceu almoçou com membros do partido e confirmou outros candidatos do PT para as eleições, como Pedro Tourinho, que concorrerá a deputado federal, e Guida Calixto, que deve disputar a Assembleia Legislativa do Estado. Ele ressaltou a necessidade de lançar candidatos em todas as grandes cidades e regiões administrativas do Estado.
Natural de Passa Quatro (MG), José Dirceu começou sua trajetória política como militante estudantil e foi preso durante a ditadura militar. Ele foi deputado estadual em São Paulo entre 1987 e 1990 e, em 1990, elegeu-se deputado federal. Dirceu também foi condenado no âmbito da operação Lava Jato, mas a condenação foi anulada por suspeição do então ministro Sérgio Moro.

