A jovem Karoline Vitória Falcão Silva, de 24 anos, faleceu após mais de 12 horas em trabalho de parto na maternidade de Rorainópolis, no Sul de Roraima. O marido, Francinei Freitas da Silva, de 36 anos, acusa a unidade de negligência e pede uma investigação sobre o caso.
Karoline estava com 9 meses de gravidez e já era mãe de uma menina de 6 anos. Ela morreu no dia 17 de março, por volta das 23h, após ter dado entrada na maternidade às 3h do mesmo dia devido a um sangramento. A família relata que a situação de Karoline se agravou ao longo do dia.
Ela foi levada à sala de parto normal por volta das 14h, mas não apresentou evolução e foi submetida a uma cesariana. O bebê nasceu às 15h56. Francinei relatou que, durante o trabalho de parto, os batimentos do bebê estavam fracos e que a equipe médica não realizou ultrassonografia para avaliar a situação.
““Fizeram apenas o toque na hora em que eu cheguei”,”
disse Francinei, que também afirmou que sua esposa não resistiu e morreu por negligência médica.
O marido não pôde acompanhar o nascimento do filho e foi informado à noite sobre o estado grave de Karoline. Ele suspeitou da gravidade da situação devido à movimentação no hospital. Uma tentativa de transferi-la para o Hospital Geral de Roraima em Boa Vista não teve sucesso, e ela retornou a Rorainópolis, onde faleceu.
“Espero que a Justiça seja feita. Nada vai trazer minha esposa de volta. O que eu vou dizer para o meu filho quando ele tiver entendimento? Isso é muito dolorido para mim. Não desejo para ninguém”,
“desabafou Francinei.”
Ele acredita que o desfecho poderia ter sido diferente. No dia 16, um dia antes da internação, Karoline recebeu indicação para cesariana no dia 18. Para ele, ao dar entrada na maternidade no dia 17, ela deveria ter sido encaminhada para a cirurgia imediatamente.
A declaração de óbito emitida pela maternidade indica que Karoline morreu por hemorragia pós-parto, choque hipovolêmico e discrasia sanguínea. Francinei registrou um boletim de ocorrência por homicídio simples na delegacia de Rorainópolis. A Polícia Civil foi contatada, mas não enviou resposta até a última atualização.
Karoline foi sepultada no dia 19 no cemitério de São João da Baliza. O bebê, chamado Mateo Kaleb, está sob os cuidados do pai e da avó materna. Enquanto busca forças para recomeçar e lutar por Justiça, Francinei convive com a saudade da esposa.
““Ela era uma ótima esposa, uma ótima mãe, super carinhosa, dedicada, amorosa. Minha esposa era tudo o que eu tinha”,”
disse ele, que estava junto de Karoline há 3 anos.

