Um jovem de 22 anos sofreu queimaduras em 70% do corpo após sobreviver a um sequestro em Bom Retiro, cidade com 8,4 mil habitantes na Serra de Santa Catarina. Outro homem, de 38 anos, foi assassinado durante o mesmo incidente, conforme informações da Polícia Militar.
Os crimes ocorreram na noite de segunda-feira, 30 de março de 2026. O sobrevivente relatou que foi abordado por um grupo próximo a um posto de combustíveis e levado a uma casa abandonada, onde a outra vítima já se encontrava. Até a manhã de terça-feira, 31 de março, ele permanecia internado em estado grave, mas estável, e não possuía antecedentes criminais.
O homem assassinado tinha diversos registros policiais, incluindo furto, tráfico e porte ilegal de arma. Ele usava tornozeleira eletrônica e a PM acredita que os crimes foram motivados por dívidas relacionadas a drogas. O caso está sendo investigado como homicídio e tentativa de homicídio.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi quem acionou a Polícia Militar. O jovem foi encontrado caído e ensanguentado, com cheiro de combustível e ferimentos de tiro no ombro e na mão. Ele foi levado ao Hospital Nossa Senhora das Graças, em Bom Retiro, onde relatou aos policiais os detalhes do ocorrido.
Segundo o relato, por volta das 19h15, ele foi forçado a entrar em um veículo e levado a uma casa abandonada no bairro São José. Lá, foi amarrado junto com a outra vítima, que foi morta com golpes de madeira e tijolos. O jovem foi baleado duas vezes e, em seguida, os criminosos derramaram gasolina sobre eles e atearam fogo, acreditando que estavam mortos.
Apesar das queimaduras, o jovem conseguiu pular pela janela e apagar as chamas rolando no chão. Ele começou a correr em busca de ajuda e foi auxiliado por um morador da região. Após seu depoimento, a polícia foi até a casa abandonada e encontrou o corpo do homem, que estava queimado e amarrado com fios elétricos, além de ferimentos na cabeça.
No local, os policiais encontraram um galão de combustível parcialmente queimado, pedaços de madeira com manchas de sangue, bitucas de cigarro e uma tela de celular quebrada. A Polícia Científica foi chamada para realizar a perícia e isolar a área. A Polícia Civil assumiu a investigação e já está reunindo registros de câmeras de monitoramento, depoimentos e resultados de perícia.
A Polícia Militar permaneceu com o sobrevivente no hospital para garantir sua segurança, bem como a da equipe médica e dos demais pacientes, caso os criminosos retornem.

