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Julgamento de Jairo Souza Santos Júnior e Monique Medeiros é interrompido

Amanda Rocha
Última atualização: 23 de março de 2026 14:04
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior e Monique Medeiros, acusados pela morte de Henry Borel, foi interrompido nesta segunda-feira (23) no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. A sessão foi suspensa após a defesa do ex-vereador abandonar o plenário.

A juíza Elizabeth Machado Louro dissolveu o conselho de sentença e deve remarcar a sessão. O pai de Henry, Leniel Borel, que atua como assistente de acusação, criticou a estratégia da defesa, chamando-a de “terrorismo” e afirmando sentir que “assassinaram o Henry pela segunda vez”.

““Cinco anos esperando esse dia”, disse Leniel Borel sobre o julgamento.”

Os advogados de Dr. Jairinho deixaram a sessão alegando falta de acesso à integralidade das provas, incluindo dados de um notebook e de aparelhos celulares que foram disponibilizados recentemente. A juíza considerou a atitude um ato atentatório contra a dignidade da justiça e desrespeito às orientações do Supremo Tribunal Federal (STF) para a celeridade do caso.

Como consequência, a juíza condenou os cinco advogados da defesa ao pagamento das despesas processuais e solicitou a apuração de infrações ético-disciplinares junto à OAB. O tribunal também oficiou a Defensoria Pública para assumir o caso de Jairo Souza Santos Júnior caso ocorra novo abandono na data futura.

A interrupção do julgamento resultou na decisão de relaxamento da prisão de Monique Medeiros, pois a juíza entendeu que a ré não contribuiu para o adiamento, uma vez que sua defesa estava pronta para o início dos trabalhos. O Ministério Público anunciou que pretende recorrer da decisão de soltura.

Por outro lado, a prisão preventiva de Dr. Jairinho foi mantida. O magistrado fundamentou a permanência do réu no cárcere pela gravidade dos crimes e pela tentativa da defesa de interferir no andamento do processo.

Henry Borel Medeiros, de 4 anos, morreu em 8 de março de 2021. O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou 23 lesões corporais e indicou como causa da morte hemorragia interna e laceração hepática por ação contundente. Os réus respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.

A acusação sustenta que o menino sofria agressões do padrasto com o conhecimento da mãe. O caso motivou a sanção da Lei Henry Borel, que tornou hediondo o homicídio contra menores de 14 anos.

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