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Jundiaí intensifica proteção a mulheres vítimas de violência com aplicativo

Amanda Rocha
Última atualização: 29 de março de 2026 11:23
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Prefeitura de Jundiaí (SP) tem reforçado as ações de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica através do programa ‘Guardiã Maria da Penha’. O programa inclui um aplicativo com um ‘botão do pânico’, destinado a mulheres que possuem medidas protetivas.

O sistema, criado em 2024 com apoio da Secretaria Municipal de Segurança Pública, já acompanha quase 300 mulheres, sendo 150 com o aplicativo ativo. Este recurso oferece proteção e orientação às vítimas de violência física, moral, patrimonial, psicológica e sexual. Em caso de emergência, a vítima pode acionar o botão e o pedido chega imediatamente à central da Guarda Municipal, que envia uma viatura ao local.

A Guarda Municipal monitora a localização das vítimas por meio do GPS dos celulares. A guarda municipal Cristiane de Araújo Pichark, que está na corporação há três anos, afirmou que o botão é utilizado semanalmente. ‘Nós enviamos um link para as mulheres assistidas, elas baixam no celular e fazem o cadastro. A partir daí, fica disponível o aplicativo para uma situação de emergência’, explicou.

Entre 2023 e 2026, cidades da região de Jundiaí registraram 129 casos graves de violência, incluindo feminicídio, tentativa de feminicídio, latrocínio e lesão corporal, conforme dados do portal de transparência da Secretaria de Segurança Pública. A maioria das vítimas eram adultas com 59 anos.

Apesar dos avanços, há situações em que o aplicativo não consegue evitar agressões. Shirley Paranhos, de 48 anos, relatou que viveu mais de 20 anos sob violência de companheiros e que as medidas protetivas não foram suficientes. ‘Passei por diversas medidas protetivas, mas nenhuma se mostrou eficaz. Se ele (agressor) surgisse diante de mim com uma arma, a medida protetiva não teria efeito’, disse.

Shirley também destacou que o botão de pânico pode ser útil, mas em situações de confronto direto, a ajuda pode chegar tarde demais. Ela enfatizou que a única solução real foi a assistência da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e que penas mais severas seriam necessárias para reduzir casos de violência e feminicídio.

As vítimas podem acionar a Guarda Municipal pelo número 153 e a Polícia Militar pelo 190. A DDM de Jundiaí está localizada na Avenida Nove de Julho, nº 3600, e pode ser contatada pelo telefone (11) 4521-2024.

A Casa Sol de Jundiaí, inaugurada em 2006, oferece proteção às mulheres vítimas de violência, com apoio psicológico e acompanhamento social. O espaço pode acolher até 14 pessoas simultaneamente, incluindo filhos, mães ou irmãos das mulheres abrigadas, por um período de até 90 dias, prorrogável conforme avaliação técnica.

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