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Justiça mantém prisão de suspeitos de espancar capivara no Rio de Janeiro

Amanda Rocha
Última atualização: 23 de março de 2026 16:41
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Justiça do Rio de Janeiro manteve nesta segunda-feira (23) a prisão dos seis homens acusados de espancar uma capivara na Zona Norte da cidade. As detenções de Isaías Melquiades Barros da Silva, José Renato Beserra da Silva, Matheus Henrique Teodosio, Paulo Henrique Souza Santana, Pedro Eduardo Rodrigues e Wagner da Silva Bernardo foram convertidas em prisão preventiva durante audiência de custódia.

O ataque ocorreu na madrugada de sábado (21) na orla do Quebra Coco, no Jardim Guanabara, na Ilha do Governador, e foi registrado por câmeras de segurança. No domingo (22), a Vara da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do RJ determinou a internação provisória dos dois adolescentes apreendidos por envolvimento no ataque.

A decisão foi tomada poucas horas após a detenção dos menores, que passaram por audiência no Juizado após serem conduzidos à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Segundo a polícia, seis homens e dois menores estão envolvidos na agressão à capivara.

A Polícia Civil identificou e deteve os suspeitos após a repercussão das imagens que mostravam o animal sendo perseguido e espancado por um grupo de agressores. A capivara, um macho adulto de 64 kg, apresentou melhora clínica ao longo da madrugada de domingo, após ser atendida no Núcleo Veterinário de Vargem Grande, na Zona Sudoeste.

O veterinário responsável relatou que o animal sofreu traumatismo craniano, edemas e sangramento nasal, mas respondeu positivamente ao tratamento inicial. O caso teve novos desdobramentos após uma testemunha relatar que tentou intervir, mas foi agredida por um dos suspeitos.

Ainda segundo o relato, o grupo continuou a espancar outro animal mesmo depois de ele cair exausto no chão. A testemunha afirmou também que os homens já haviam perseguido outro animal em dias anteriores.

Os adultos vão responder por maus-tratos, associação criminosa e corrupção de menores. Já os jovens devem responder por atos infracionais análogos aos mesmos crimes.

O delegado Felipe Santoro, titular da 37ª DP (Ilha do Governador), afirmou que o caso da capivara pode ser o primeiro em que o Ibama aplicará a multa prevista no decreto conhecido como Cão Orelha, publicado na semana retrasada. A normativa, batizada de “Justiça por Orelha”, endurece as punições para maus-tratos contra animais.

O novo decreto estabelece multas que variam de R$ 1.500 a R$ 50 mil por animal, podendo chegar a R$ 1 milhão em casos com agravantes. Antes da mudança, os valores iam de R$ 300 a R$ 3 mil.

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