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Justiça reduz pena de viúva condenada no ‘Crime da Berrini’ em 105 dias

Amanda Rocha
Última atualização: 11 de março de 2026 16:39
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Justiça de São Paulo decidiu reduzir em 105 dias a pena de Eliana Freitas Areco Barreto, condenada no caso conhecido como ‘Crime da Berrini’. Atualmente, ela cumpre pena no regime semiaberto na P1 Feminina, em Tremembé, interior do Estado.

O pedido de redução foi feito pela defesa em janeiro de 2026. A advogada Isadora Amêndola destacou que Eliana possui autorização judicial para estudar fora do presídio e concluiu dois semestres da graduação em Enfermagem no ano anterior.

““Eliana possui autorização judicial para estudar fora do presídio e concluiu dois semestres da graduação em Enfermagem no ano passado.””

A defesa também anexou certificados de atividades complementares, totalizando 480 horas de aulas regulares e 780 horas de atividades complementares nos dois primeiros semestres de 2025.

Após a decisão favorável, a defesa protocolou um novo pedido na terça-feira (10) para uma nova remição, solicitando a redução de 42 dias por trabalho na prisão e pela leitura de três livros. O documento informou que Eliana trabalhou por 91 dias na prisão entre agosto e dezembro de 2025.

““Eliana solicitou uma redução de 42 dias por trabalho na prisão e pela leitura de três livros.””

Os livros lidos foram: ‘A Virgem na Jaula’, ‘O Ano de 1993’ e ‘Rio Acima’. O novo pedido ainda não tem prazo para ser analisado pela Justiça. A advogada de Eliana não se manifestou sobre o caso.

Eliana foi inicialmente condenada a 24 anos de prisão por homicídio doloso triplamente qualificado, com agravante por ter cometido o crime contra o marido. O julgamento ocorreu em dezembro de 2020. Em 2022, a Justiça reduziu a pena para 21 anos, 4 meses e 15 dias.

O ‘Crime da Berrini’ ocorreu em 1º de junho de 2015, quando Luiz Eduardo de Almeida Barreto foi morto a tiros ao voltar do almoço. O Ministério Público acusou Eliana e seu amante, Marcos Fábio Zeitunsian, de contratarem um pistoleiro para simular um assalto e matar Luiz Eduardo.

““O casal decidiu mandar matar Luiz Eduardo porque a mulher queria se separar do empresário.””

Após o crime, Luiz Eduardo foi enterrado em Guaratinguetá. O caso ficou conhecido como ‘crime da Berrini’ devido ao local do assassinato.

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