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Justiça de São Paulo envia caso de PM baleada para Vara de feminicídio

Amanda Rocha
Última atualização: 11 de março de 2026 13:28
Amanda Rocha
Tempo: 2 min.
Justiça de São Paulo envia caso de PM baleada para Vara de feminicídio

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) distribuiu o inquérito sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana para a Vara do Júri da Capital. Essa unidade é especializada em julgamento de crimes dolosos contra a vida, como homicídio e feminicídio.

Inicialmente, o caso foi reportado como suicídio. Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro, no apartamento em que morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. Ele estava no local, chamou socorro e reportou o caso às autoridades como suicídio. Posteriormente, o registro foi alterado para morte suspeita.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que a investigação apura o crime como morte suspeita, e a tipificação pode ser revista a qualquer momento, sem prejuízo ao inquérito. “A Polícia Civil já colheu depoimentos e aguarda laudos complementares para subsidiar as investigações. O caso é rigorosamente apurado, sob sigilo, com acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar”, disse a SSP em nota atualizada.

Um laudo necroscópico realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) após a exumação do corpo de Gisele apontou lesões contundentes na face e na região cervical. Tais lesões são resultado de pressão digital e escoriação compatível com estigma ungueal, ou seja, causado por unha. O laudo tem data do último sábado (7), um dia depois da exumação do corpo da vítima.

No primeiro laudo necroscópico, do dia 19 de fevereiro, já havia menção a lesões na face e no pescoço na lateral direita.

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