O presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmou que o país não pretende mudar sua condição de nação com armas nucleares. A declaração foi feita durante um discurso no Parlamento em Pyongyang nesta segunda-feira, 23 de março de 2026.
“Seguiremos consolidando firmemente nosso status como Estado nuclear em um caminho irreversível, ao mesmo tempo em que intensificamos nossa luta contra forças hostis”, disse Kim.
No discurso, Kim também elevou o tom em relação à Coreia do Sul, afirmando que o país vizinho é “oficialmente reconhecido” como o Estado mais hostil e que qualquer provocação será respondida com um “preço implacável”.
A fala ocorreu durante a apresentação de um novo plano econômico de cinco anos, que deve caminhar em paralelo à expansão do programa nuclear da Coreia do Norte. O regime pretende reforçar sua capacidade de dissuasão, ao mesmo tempo em que amplia investimentos na economia e nas condições de vida da população.
O governo informou que 15,8% do orçamento de 2026 será destinado à defesa, sinalizando a prioridade dada ao setor militar. Os recursos também devem sustentar o avanço do programa nuclear, classificado pelo regime como “autodefensivo”.
Durante a sessão, o Parlamento norte-coreano aprovou mudanças constitucionais e leu uma mensagem do presidente da Rússia, Vladimir Putin, que prometeu aprofundar a parceria estratégica entre Moscou e Pyongyang.
As declarações de Kim reforçam a intenção do regime de manter e expandir seu arsenal nuclear como eixo central de sua estratégia política, militar e diplomática.
O cenário nuclear global também tende a passar por mudanças, com a Coreia do Norte não sendo o único país a ampliar seu arsenal. O vencimento do tratado New START no mês passado deixou Rússia e Estados Unidos sem um acordo que limite seus arsenais nucleares, o que pode incentivar outros países a buscarem acesso a ogivas atômicas.


