Thiago Branco de Azevedo se apresentou à Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira (27) em Piracicaba, SP. Ele é apontado como o líder de um esquema nacional de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal.
Glaucia Juliana de Azevedo e Julio Ricardo Iglesiar Oriolo, esposa e cunhado de Thiago, também se entregaram às autoridades. Todos estavam foragidos desde quarta-feira (25), quando a ‘Operação Fallax’ resultou na prisão de 15 pessoas.
O esquema envolvia a abertura de contas com empresas fictícias, utilizando nomes de laranjas e até de pessoas inexistentes. A quadrilha é investigada por crimes de lavagem de dinheiro e estelionato.
Thiago Branco de Azevedo é acusado de criar empresas para aplicar as fraudes e levava uma vida de luxo, organizando festas para cantores sertanejos, segundo o delegado da PF, Henrique Souza Guimarães.
“”Ele conseguia cooptar essas pessoas com pagamento de importâncias em dinheiro”, afirmou o delegado.”
A PF prendeu 14 pessoas durante a operação, que incluiu mandados cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, envolvendo gerentes de bancos, contadores e laranjas. Rafael de Gois, CEO do Grupo Fictor, é um dos alvos da operação.
A investigação teve início em 2024, quando foram identificados indícios de um esquema estruturado para obter vantagens ilícitas. A polícia constatou que o grupo utilizava aproximadamente 172 empresas para obter financiamentos em várias instituições financeiras, totalizando mais de R$ 47 milhões.
Durante a operação, a PF apreendeu computadores, documentos e celulares relacionados ao esquema em imóveis em Americana (SP) e outras cidades do interior paulista.
Os investigados poderão responder por crimes que incluem organização criminosa, estelionato qualificado e lavagem de dinheiro, com penas que podem ultrapassar 50 anos de reclusão.
A Caixa Econômica Federal declarou que atua em cooperação com órgãos de segurança pública no combate a fraudes e lavagem de dinheiro.


