O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou preocupação com os impactos econômicos da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, durante um evento em Brasília na quarta-feira, 18 de março de 2026. Ele destacou os danos financeiros que os eleitores enfrentam, especialmente com a alta nos preços do petróleo, que variavam entre 100 e 110 dólares por barril.
Em seu discurso, Lula se eximiu de responsabilidades, afirmando que as vulnerabilidades econômicas do país não são culpa do governo. Ele responsabilizou os ‘ricos’ pelos problemas enfrentados pela população. ‘Toda desgraça causada pelos ricos arrebenta na porta das pessoas que não têm nada a ver com isso’, disse. Ele questionou: ‘Por que temos que pagar o preço do combustível?’ mesmo estando a 14 mil quilômetros do Irã.
Lula criticou os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU — EUA, Rússia, China, França e Inglaterra — afirmando que eles, ao decidirem atacar, se colocam como ‘donos do mundo’. Ele alertou que as consequências da guerra estão afetando diretamente a população.
A alta dos preços do diesel, que representa quase 40% dos custos do frete, é uma das preocupações levantadas por Lula. Ele mencionou que a especulação na revenda de combustíveis já começou, e que o corte de impostos federais pode ajudar a Petrobras, mas não evitará os efeitos da guerra no bolso dos eleitores.
O presidente também fez referência ao aumento do preço do petróleo, que subiu de 65 para 120 dólares, e criticou empresários que, segundo ele, se aproveitam da situação. ‘Por que o álcool aumentou? Por que a gasolina aumentou se somos autossuficientes? Porque está cheio de gente que gosta de tirar proveito da desgraça’, afirmou.
Além disso, Lula alertou para a possibilidade de mais inflação nos alimentos, destacando que 53% dos eleitores se queixam de que suas rendas não acompanham a alta dos preços, conforme pesquisas. Ele também mencionou a possibilidade de interrupções no transporte de cargas devido a manifestações de caminhoneiros, que teriam como alvo o governo, o que contribui para o mau humor do presidente em sua campanha eleitoral.

