Marconi Perillo, ex-governador de Goiás, se filiou ao PSDB em março de 2026, em meio a um cenário político conturbado. O evento de filiação contou com a presença de Professor Alcides e Vilmar Mariano, que também se juntaram ao partido.
Professor Alcides, que anteriormente estava no PL, havia sido eleito deputado federal e tentou a candidatura à prefeitura de Aparecida de Goiânia em 2024. Apesar de liderar as pesquisas, acabou perdendo para Leandro Vilela, candidato apoiado por Ronaldo Caiado, que obteve mais de 63% dos votos no segundo turno. Após a derrota, Alcides se viu envolvido em uma investigação por suspeitas de um relacionamento com um adolescente de 14 anos, o que resultou em sua saída do PL.
Vilmar Mariano, ex-membro do União Brasil, também se juntou ao PSDB após não ser escolhido para representar seu partido na eleição. Ele apoiou Alcides, mas sua decisão não trouxe os resultados esperados, e ele foi alvo de uma sentença judicial por abuso de poder político.
No discurso de filiação, Marconi Perillo criticou o governo de Ronaldo Caiado, abordando questões como a situação fiscal do Estado e a saúde pública. Ele afirmou que o PSDB tem um projeto sólido, com 42 nomes para a chapa de deputados estaduais e 18 para federais, visando conquistar pelo menos três cadeiras na Câmara dos Deputados.
Marconi não revelou os nomes que comporão a chapa para o Senado e para a vice, pedindo calma e sugerindo que seus adversários cometerão erros. Ele fez uma analogia com a Corrida de São Silvestre, destacando que a vitória depende mais de propostas e apoio do que de condicionamento físico.
Durante a filiação, Marconi também mencionou a chegada de Clécio Alves, que deixou o Republicanos para se juntar ao PSDB, e Daniel Messac, ex-deputado estadual envolvido em investigações de corrupção. A presença desses nomes levanta questões sobre a estratégia de Marconi e sua capacidade de retornar ao Palácio das Esmeraldas.
Marconi Perillo, que viveu fora de Goiás desde 2018, foi recentemente citado em uma investigação sobre incentivos fiscais recebidos por uma entidade ligada a ele. A situação levanta dúvidas sobre seu futuro político e sua capacidade de reconquistar a confiança do eleitorado goiano.
Com a nova filiação e as polêmicas em torno de sua trajetória, a pergunta que fica é: qual será o destino de Marconi Perillo nas próximas eleições?

