Um médico boliviano foi preso em flagrante na noite de sexta-feira, 27 de março de 2026, por suspeita de cobrar por uma cirurgia de um paciente do Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Universitário de Canoas, localizado na Região Metropolitana de Porto Alegre.
De acordo com a Polícia Civil, o médico exigiu o pagamento de R$ 2 mil dos familiares de um paciente após a realização do procedimento durante a tarde. O caso foi informado à polícia pelo setor jurídico do hospital, que recebeu relatos sobre cobranças ilegais.
“”O médico foi até o familiar, disse que tinha corrido tudo bem na cirurgia, que precisava do valor em espécie, que ele ia entrar numa nova cirurgia e que, assim que saísse, ele ia buscar o valor ali na sala de espera”, relata a delegada Luciane Bertoletti.”
O profissional foi identificado como Pablo Rojas Romero, de 34 anos, e foi preso nas dependências do hospital. Até a última atualização desta reportagem, ele não havia constituído defesa. Conforme a delegada, o médico alegou que o valor seria destinado à compra de materiais.
“”Era um paciente novo, com uma fratura de quatro semanas. Ele disse que poderia adquirir uma haste melhor, e que o valor cobrado era daquela haste. Mas nenhuma haste foi adquirida, as alegações dele são infundadas, foi utilizado material do SUS. O hospital é 100% SUS, não há cobrança de procedimento, de consulta ou material”, esclarece a delegada.”
Segundo Bertoletti, Pablo Rojas Romero atua no Hospital Universitário de Canoas há cinco anos. A polícia investiga se há outros casos semelhantes relacionados ao médico. Após os procedimentos legais, ele foi encaminhado para o Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp), um centro de triagem de presos.

