A Minerva Foods divulgou seu balanço do quarto trimestre, que foi recebido com cautela pelo mercado financeiro.
Os números mostram uma combinação de resultados sólidos no consolidado anual, mas frustrações no curto prazo. A companhia apresentou uma recuperação expressiva em 2025, revertendo prejuízos e aumentando receita e Ebitda.
No entanto, o desempenho do último trimestre pesou na percepção dos investidores. Analistas da XP Investimentos classificaram o resultado como uma “surpresa negativa”, citando margens abaixo do esperado, um Ebitda mais fraco e uma queima de caixa superior às projeções.
Esse desvio em relação às expectativas foi crucial para a reação negativa do mercado, que tende a valorizar mais o desempenho recente ao reprecificar ativos.
A avaliação do BTG Pactual reforçou essa leitura, destacando a deterioração operacional. O banco apontou que a margem bruta ficou em 17,1%, abaixo do esperado, enquanto os custos unitários vieram cerca de 13% acima das estimativas.
Apesar do crescimento da receita, a empresa enfrentou pressão significativa de custos, o que comprometeu a rentabilidade, um ponto de atenção para investidores.
O desempenho no Brasil continua sendo o principal foco de preocupação, considerado o elo mais fraco do trimestre. A companhia lidou com um cenário de consumo doméstico pressionado e aumento no custo do gado, o que comprimiram margens e reduziram a eficiência operacional.
Além disso, fatores externos contribuíram para um ambiente desafiador, elevando a incerteza no curto prazo. Esses fatores reforçaram preocupações que já existiam antes da divulgação do balanço, sobre a sustentabilidade das margens e a execução no processo de expansão.

