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Moinhos buscam se proteger de altas no preço do trigo no Sul do Brasil

Amanda Rocha
Última atualização: 9 de março de 2026 12:53
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O mercado de trigo no Sul do Brasil apresenta movimento intenso, com reação nos preços e maior atenção dos compradores devido ao cenário internacional. Segundo análise da TF Agroeconômica, moinhos retornaram ao mercado buscando se proteger de possíveis altas, influenciados pela recente experiência com o impacto da guerra na Ucrânia sobre as cotações globais.

No Rio Grande do Sul, essa postura cautelosa dos compradores resultou em aumento da demanda e em volumes mais expressivos de negócios. Moinhos passaram a buscar produto para garantir abastecimento e chegaram a pagar cerca de R$ 1.250 por tonelada para trigo pão posto moinho. Além disso, houve procura vinda de fora do estado, especialmente do Paraná e de Santa Catarina.

Do lado da oferta, produtores que precisam liberar espaço aproveitaram para negociar, enquanto aqueles com maior capacidade de armazenamento preferem segurar o produto na expectativa de preços mais altos. No porto, compradores apareceram para a safra futura 2026/27 a R$ 1.200, conforme indicado pela TF Agroeconômica.

No mercado externo, o trigo com 12,5% de proteína estava ao redor de US$ 232 por tonelada no FOB Rio Grande. No interior gaúcho, o preço da pedra ao produtor subiu para R$ 55 por saca em Panambi. Em Santa Catarina, a semana foi considerada estável, com negócios pontuais e volumes reduzidos. Lotes de trigo melhorador foram negociados a R$ 1.250 FOB e cerca de 150 toneladas de trigo tipo 2 saíram a R$ 1.050.

Moinhos continuam comprando principalmente produto gaúcho. Para a próxima safra, produtores relatam a possibilidade de redução da área de trigo, com migração para o milho, embora uma eventual valorização possa alterar essa decisão. Os preços de balcão permaneceram entre R$ 59 e R$ 64 por saca nas principais praças do estado.

No Paraná, os preços mostraram recuperação, embora o ritmo de negócios ainda seja considerado lento. Registros de negociações a R$ 1.250 FOB foram observados no Norte do estado, com ofertas chegando a R$ 1.300. Na região de Curitiba, operações ocorreram entre R$ 1.280 e R$ 1.290 CIF. No Oeste, o movimento foi mais fraco devido à competitividade do trigo paraguaio, enquanto o produto gaúcho foi negociado na região entre R$ 1.170 e R$ 1.180 CIF.

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