Mojtaba Khamenei foi escolhido como o novo líder supremo do Irã, conforme anúncio oficial realizado no dia 8 de março de 2026. A decisão foi baseada na orientação do antecessor, Ali Khamenei, que afirmou que o escolhido deveria ser ‘odiado pelo inimigo’.
O novo líder supremo substitui seu pai, que faleceu em ataques dos Estados Unidos e de Israel no primeiro dia da guerra, após ocupar o cargo desde 1989. O aiatolá Heidari Alekasir comentou: ‘Até o Grande Satã (EUA) mencionou o nome dele’.
Antes do anúncio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a escolha de Mojtaba como ‘inaceitável’. Trump afirmou: ‘O filho de Khamenei é inaceitável para mim. Queremos alguém que traga harmonia e paz ao Irã. Eles estão perdendo tempo. O filho de Khamenei é um peso morto’.
Mojtaba Khamenei, que ostenta o título de aiatolá, é um clérigo de nível intermediário e figura influente no establishment clerical iraniano. Ele perdeu seu pai, sua mãe, sua esposa e um filho pequeno nos bombardeios do dia 28, segundo a imprensa iraniana. Conhecido por sua postura linha-dura, tem laços estreitos com a Guarda Revolucionária do Irã.
Considerado um dos principais candidatos à sucessão de seu pai há anos, sua ascensão pode gerar controvérsia, pois a passagem de poder de pai para filho não é bem vista na corrente xiita do Islã. Mojtaba é discreto e raramente visto em público, tendo construído sua influência principalmente dentro do gabinete do pai.
Embora tenha influência nos círculos de poder, pouco se sabe sobre suas posições políticas ou estilo de liderança fora do núcleo próximo do regime. Especialistas afirmam que sua escolha representa continuidade do sistema político iraniano, especialmente em um momento de forte pressão externa e escalada militar na região.
Mojtaba também é associado a acusações de participação indireta na repressão a protestos no Irã, especialmente durante o Movimento Verde de 2009, quando manifestações contestaram a reeleição do então presidente Mahmoud Ahmadinejad. Críticos afirmam que forças ligadas ao regime atuaram para conter os protestos.

