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Mosaic e Rainbow Rare Earths avançam com projeto de terras raras em Uberaba

Amanda Rocha
Última atualização: 11 de março de 2026 08:30
Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A Mosaic Fertilizantes e a Rainbow Rare Earths anunciaram a conclusão de uma avaliação econômica preliminar favorável para o projeto de terras raras em Uberaba, Minas Gerais. As empresas firmaram um acordo conjunto para o desenvolvimento do empreendimento.

O projeto será conduzido pela Mosaic em parceria com a Rainbow, e inclui a realização de um estudo de pré-viabilidade. Se os resultados forem positivos, um estudo de viabilidade definitiva deverá ser realizado ainda em 2026.

Após a conclusão dos estudos, as empresas poderão negociar a criação de uma empresa de projeto com participação mútua. O início da construção de uma unidade de processamento em Uberaba está previsto para 2027.

Bruce Bodine, presidente e diretor-executivo da Mosaic, destacou que o Brasil tem se tornado estratégico para o desenvolvimento de projetos de terras raras nas Américas. Ele ressaltou que a iniciativa combina as operações de fosfato da Mosaic no Brasil com a experiência da Rainbow no setor.

A avaliação econômica preliminar, concluída em fevereiro, indica que a unidade de processamento poderá tratar cerca de 2,7 milhões de toneladas por ano de fosfogesso. A produção anual estimada é de 1,9 mil toneladas de óxido separado de neodímio e praseodímio (NdPr) e 600 toneladas de um produto contendo samário, európio e gadolínio (SEG+).

Com base em premissas de preços atuais, o projeto apresenta indicadores econômicos favoráveis, incluindo uma taxa interna de retorno acima do mínimo estabelecido pelas empresas e um prazo de retorno relativamente curto.

As atividades de mineração necessárias para a obtenção dos elementos de terras raras deverão ser integradas às operações de fertilizantes existentes. O início da produção está estimado para 2030, dependendo da realização de novos estudos, obtenção de autorizações regulatórias, definição de financiamento e decisões de investimento.

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