As autoridades policiais de Santa Fé, na Argentina, divulgaram informações sobre o atentado a tiros cometido por um estudante de 15 anos em uma escola de San Cristóbal na última segunda-feira, 30 de março de 2026. O ataque resultou na morte de um aluno e deixou outros dois feridos.
Segundo a polícia, o agressor teria passado por um conflito interno familiar que atuou como possível gatilho para o ataque. O ministro da Justiça da província de Santa Fé, Pablo Cococcioni, afirmou que o jovem estava “passando por uma situação complexa dentro da família”, o que poderia ter motivado o crime.
O advogado do adolescente, Néstor Oroño, confirmou essa versão, acrescentando que o jovem era vítima de bullying e tinha um histórico de tentativas de suicídio e automutilação. “Ele era uma pessoa introvertida, que passava muito tempo em frente ao computador e tinha poucos amigos”, disse Oroño. O pai do jovem declarou que “não havia sinais de que ele fosse uma pessoa agressiva”.
Imagens nas redes sociais mostraram o agressor supostamente intimidado por colegas na escola. A irmã de um dos jovens que escapou do ataque, identificada como Giuliana, corroborou essa versão, afirmando que “aparentemente ele teve um problema uma semana antes, há muitos boatos, dizem que ele foi intimidado, que estava disposto a ir e matar o garoto com quem teve um problema ou seus amigos”.
O promotor regional Carlos Vottero expressou dúvidas sobre as versões apresentadas, afirmando: “Sem descartar nenhuma hipótese, não podemos afirmar que o autor do ato foi vítima de bullying ou conflitos intrafamiliares. Não temos conhecimento disso. Tendo se passado pouco mais de 24 horas, não temos evidências dessas duas questões”.
O atentado abalou a cidade de San Cristóbal, onde moradores se reuniram para acender velas em homenagem a Ian Cabrera, o adolescente de 13 anos morto durante o ataque. Na manhã de terça-feira, um cortejo fúnebre acompanhou o caixão do adolescente do velório até o cemitério. Os outros dois jovens baleados seguem internados, mas ambos têm casos estáveis, segundo os médicos.
O agressor foi levado a um centro de detenção anônimo, onde nem mesmo a promotoria ou a família têm conhecimento. O jovem é acompanhado pela mãe, sua responsável legal conforme o Código de Processo Penal para menores na Argentina.
O ataque ocorreu por volta de 7h15 em um pátio interno da Escola Normal Mariano Moreno, quando os alunos hasteavam a bandeira no início do dia letivo. Portando uma espingarda, o agressor entrou na escola, se escondeu no banheiro e, em seguida, saiu em direção ao pátio externo, onde começou a atirar. Em um vídeo gravado por uma testemunha, os tiros podem ser ouvidos claramente, seguidos por gritos desesperados. O atirador fez cinco disparos, deixando uma vítima morta e outras duas feridas. Ele foi detido pela polícia local após um funcionário da escola imobilizá-lo e tomar sua espingarda.


