O Conselho do FGTS aprovou mudanças que aumentam o limite de renda das famílias e elevam o valor dos imóveis financiados no programa Minha Casa, Minha Vida. As novas regras ainda dependem de publicação no Diário Oficial da União.
As faixas de renda do programa foram ampliadas, permitindo que mais famílias participem. A Faixa 1 passou de R$ 2.850 para até R$ 3.200. A Faixa 2 foi alterada de R$ 4.700 para até R$ 5.000. A Faixa 3 mudou de R$ 8.600 para até R$ 9.600. Por fim, a Faixa 4 foi de R$ 12.000 para até R$ 13.000. Na prática, mais famílias passam a se enquadrar no programa.
Além disso, houve aumento no teto dos imóveis financiados nas faixas mais altas. A Faixa 3 teve o limite elevado de até R$ 350 mil para até R$ 400 mil. A Faixa 4 passou de até R$ 500 mil para até R$ 600 mil. Essa medida amplia o tipo ou tamanho de imóvel que pode ser financiado.
O Minha Casa, Minha Vida oferece subsídios e juros que variam de 4% a 10% ao ano, conforme a renda familiar mensal bruta e o ano orçamentário da contratação. O programa habitacional se tornou uma alternativa importante em meio ao encarecimento do crédito, já que o financiamento imobiliário tradicional está em torno de 12%. O custo é influenciado pela Selic, a taxa básica de juros do país, atualmente em 14,75% ao ano.
Relançado no atual governo, o Minha Casa, Minha Vida é uma das principais apostas da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Criado em 2009, o programa busca ampliar o acesso à moradia para famílias de baixa e média renda. Além das mudanças no programa habitacional, o colegiado também aprovou a retomada do FGTS-Saúde e a inclusão de novos mutuários no Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana (Pró-Transporte).

