Uma mulher foi presa em Goiânia ao ser confundida com sua irmã gêmea. O caso ocorreu na sexta-feira (20), quando Lucilene, de 36 anos, foi detida em sua casa por policiais militares, enquanto se preparava para ir ao trabalho.
A prisão foi resultado de um mandado expedido pela Justiça Federal, que continha o nome de Lucilene, mas o alvo real era sua irmã, Luciene, condenada a 18 anos por extorsão mediante sequestro e associação criminosa.
Após passar dois dias na prisão, Lucilene foi solta, mas com a condição de usar tornozeleira eletrônica. A juíza de plantão, Letícia Silva Carneiro de Oliveira, reconheceu o erro e determinou a soltura, com o apoio do Ministério Público de Goiás.
O advogado de Lucilene, Kalleb Reis, comentou sobre o impacto do erro, afirmando que isso gera um sentimento de descrédito no poder judiciário. Ele questionou quantas pessoas inocentes podem estar sendo responsabilizadas por erros semelhantes.
Lucilene está em casa, lidando com as consequências emocionais e financeiras da situação. O advogado destacou que ela está “extremamente abalada” e que o erro causou prejuízos não apenas psicológicos, mas também profissionais.
A juíza impôs a tornozeleira eletrônica porque não tinha competência para julgar o caso, e a medida cautelar foi necessária até que a Justiça Federal retifique o mandado de prisão.

