O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta quarta-feira (25) que o Exército israelense irá expandir a ‘zona-tampão’ no Líbano. A declaração foi feita em meio a uma operação militar em curso contra o grupo Hezbollah.
A ‘zona-tampão’ é uma área de contenção entre forças hostis, e Netanyahu afirmou que a expansão visa eliminar a ameaça de mísseis antitanque. Ele declarou: ‘Estamos simplesmente criando uma zona tampão maior. Agora, a questão da dissolução do Hezbollah está diante de nossos olhos’.
A fala de Netanyahu segue a declaração do ministro da Defesa, Israel Katz, que informou que Israel controlará uma faixa de cerca de 30 km no sul do Líbano até o rio Litani. Katz explicou que o objetivo é estabelecer uma ‘zona de segurança’ após a destruição de pontes utilizadas pelo Hezbollah.
Katz afirmou: ‘Todas as cinco pontes sobre o rio Litani que o Hezbollah usava para transportar terroristas e armas foram destruídas, e as Forças de Defesa de Israel controlarão as rotas restantes na zona de segurança até o Litani’. Ele também alertou que os moradores do sul do Líbano que deixaram suas casas não devem retornar até que a segurança dos cidadãos israelenses no norte seja garantida.
Desde o início do mês, Israel realiza uma operação terrestre no sul do Líbano contra o Hezbollah. No final de semana, as tropas começaram a demolir pontes que conectam a região ao restante do país. A declaração de Katz sobre a ‘zona de segurança’ representa uma escalada na operação, aumentando os temores de uma invasão em larga escala.
O governo libanês acusou Israel de querer criar uma ‘zona-tampão’ no sul do país. O Hezbollah, por sua vez, afirmou que lutará para impedir essa criação, considerando a ocupação israelense uma ‘ameaça existencial’ ao Líbano.
O rio Litani é um ponto estratégico na guerra entre Israel e o Hezbollah, sendo mencionado em uma resolução da ONU de 2006 que exigia a retirada do grupo de áreas no sul do Líbano. Israel acusa o Hezbollah de não cumprir essa resolução.
Desde o início do conflito, Israel realizou centenas de ataques no Líbano, resultando em mais de mil mortes e o deslocamento de mais de um milhão de pessoas. Recentemente, bombardeios israelenses mataram cinco pessoas no sul do Líbano e outras três em Beirute. Um ataque em Bchamoun, a sudeste de Beirute, resultou na morte de uma menina de quatro anos e ferimentos em outras quatro pessoas.


