O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou neste domingo (29) a ampliação da invasão militar no sul do Líbano. Ele afirmou que instruiu as forças armadas a expandirem a chamada “zona de segurança” e prometeu mudar a situação de segurança na região.
“Acabo de instruir a ampliação adicional da atual zona de segurança. Estamos determinados a mudar fundamentalmente a situação no norte”, disse Netanyahu em um comunicado em vídeo a partir do Comando Norte. A decisão visa reforçar a posição de segurança de Israel ao longo da fronteira norte, em meio a tensões contínuas na região.
O Irã declarou estar pronto para reagir a um possível ataque terrestre dos Estados Unidos, acusando Washington de preparar uma ofensiva enquanto fala em negociações. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Ghalibaf, afirmou que os EUA enviam sinais de diálogo, mas estariam planejando o envio de tropas.
A guerra começou em 28 de fevereiro, com ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, e rapidamente se espalhou pelo Oriente Médio. No sábado (28), os houthis do Iémen, aliados de Teerã, realizaram seus primeiros ataques contra Israel desde o início do conflito, aumentando o risco para o transporte marítimo global.
Ministros das Relações Exteriores de Paquistão, Arábia Saudita, Turquia e Egito se reuniram em Islamabad neste domingo (29) para discutir formas de encerrar a guerra, que já dura um mês e deixou milhares de mortos. As discussões se concentraram em propostas para reabrir o Estreito de Ormuz, responsável por cerca de um quinto do transporte global de petróleo e gás natural.
Os Estados Unidos enviaram milhares de fuzileiros navais ao Oriente Médio, com o primeiro de dois contingentes chegando na sexta-feira (27) a bordo de um navio de assalto anfíbio. O Pentágono se prepara para operações terrestres no Irã, que poderiam incluir ações de forças especiais e tropas convencionais.
Enquanto as negociações avançam lentamente, os combates continuam intensos. Neste domingo (29), a fabricante de insumos agrícolas Adama informou que sua unidade no sul de Israel foi atingida por um míssil iraniano ou por destroços de um míssil, sem registro de feridos. O Exército do Kuwait também informou que 10 militares ficaram feridos após um ataque com mísseis a uma base militar.
O primeiro-ministro Netanyahu reiterou a ordem de ampliar a zona de segurança no sul do Líbano, buscando mudar a situação de segurança na região norte do país. A medida é uma resposta ao aumento das tensões e confrontos na área, que elevam o risco de uma escalada maior no conflito.

